terça-feira, 20 de novembro de 2012

2º Encontro Interativo-Discursivo


Oi, pessoal,



Aconteceu por todo o dia de ontem, 19 de novembro do ano em curso, o 2º Encontro Nacional de EaD, no Auditório Castelo Branco no IFCE. Logo no início do encontro aconteceu o credenciamento, seguido pelo café da manhã e pela acolhida de todos os participantes. Em seguida, a palestra de abertura, foi de grande relevância, pois abordou a temática EaD de maneira ampla: O novo milênio - professor, informação, aprendizado e competência, de modo que, foi possível conhecer, com mais clareza, a trajetória percorrida e visualizar um pouco mais em relação ao futuro. A palestrante foi muito feliz pela maneira como fez sua abordagem: com clareza, objetividade e precisão. No segundo momento, a Mesa redonda com o tema: As teorias, práticas e habilidades: como se forma um profissional em EaD foi o ponto alto do dia, pois constituída pelos Professores Mauro Pequeno, Denys Sales e Priscila Barros, cada um trouxe, a seu modo, um arsenal de informações de grande importância. O Prof. Mauro Pequeno fez uma exposição mostrando, sobretudo, a importância do Sistema e Mídias Digitais,  curso ofertado pela UFC, da sua importância e abrangência, discorreu sobre Semiologia e apresentou a complexidade da UFC Virtual, mostrando seus quadros, equipes, o nº de cursos, o nº de pessoas contempladas, as conquistas obtidas de 2005 até o momento, enfim a caminhada para se chegar na atualidade como um modelo a nível de país, além de informações sobre o assunto. O professor que lhe sucedeu fez outra abordagem, porém mais técnica sobre a temática. A Professora Priscila (UFC Virtual) fez a mais interessante exposição, pois mostrou Quem é o tutor do Programa UAB / UFC, com a paciência que a temática requer. Ressaltou a importância desse tutor que é, antes de tudo, um professor especialista, um metodólogo, em suas palavras, e o seu papel na construção desse processo de aprendizagem. Mostrou como a UFC vem realizando seu trabalho, como é o trabalho das equipes, como estão divididas, as responsabilidades e atribuições de cada uma. Por fim, discorreu sobre Abordagem Dialógica e Interacionista, ressaltando a importância de Paulo Freire para a educação, com destaque para os seus pilares como instrumento necessário para este empreendimento e concluiu reafirmando A escola como o caminho da esperança.
            Na parte da tarde aconteceu a Mesa Redonda - Mobilidade na Educação, com os professores Gabriel Freitas, Hermínio e Jane. Cada um dos professores falou sobre como atuam, como promovem essa mobilidade a partir dos instrumentos tecnológicos hoje oferecidos/disponibilizados. Ressalte-se que cada professor fez sua apresentação de maneira distinta. No final, foi aberto espaço para perguntas e uma tutora questionou o valor da bolsa de tutoria e a representação da categoria. O professor Mauro Pequeno fez uma intervenção mostrando como acontece essa alocação de recursos, valores e as razões para os mesmos. Fez uma explanação mostrando como a categoria vem se organizando e como se encontra esse movimento na atualidade. Em seguida, o plenário foi dividido em duas turmas para a realização das duas oficinas oferecidas. Como eu não consegui fazer matrícula, pois estava esgotado o número de vaga quando fiz a inscrição, não pude participar desse evento. Em que pese o pouco tempo do encontro, somente um dia, afirmo que valeu apena ter participado.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Análise dos 5 pressupostos de Paulo Freire para Comunicação.

UFC - Universidade Federal do Ceará
 Instituto UFC Virtual
 Pró-Reitoria de Pós-Graduação
 Coordenadoria de Pesquisa, Informação e Comunicação de Dados
 Divisão de Planejamento e Ensino
 Curso: CFCT - Curso de Formação Continuada de Tutores Turma 2012/2
 Turma: T-21 - MEC/SECADI - Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização,
 Diversidade e Inclusão

Coordenação - Dra. Raquel Santiago Freire 
Professor Formador: Fernando Antonio de Castelo Branco Ramos

Cursista: Maria Lourdes dos Santos
 Data: 06 de novembro de 2012

Análise dos 5 Pilares de Paulo Freire para a Comunicação

          Por muitas décadas vivenciamos uma educação que colocava o professor em uma cátedra (ele detinha o monopólio do conhecimento, bem como a responsabilidade de transmitir ao aluno), enquanto ao aluno cabia a vontade pelo aprendizado dos conteúdos transmitidos – a educação tradicional. Mas, Paulo Freire, na qualidade de pedagogo, pensou diferente, de modo que contrariava esse tipo de educação, vindo a preocupar-se em trabalhar o diálogo, a transformação entre outros conceitos sempre relacionados à transformação social por meio das interações entre as pessoas. Ou seja, a sua pedagogia exigia a aproximação humana, onde o diálogo é o melhor meio para se alcançar um resultado promissor, fazer crescer e amadurecer as relações. Neste sentido, a educação à distância aproxima-se da educação dialógica freireana, porque os alunos passam a participar, opinar, sugerir, avaliar de modo a contribuir com o fazer pedagógico. Ambos participam ativamente das discussões e favorecem mutuamente o aprendizado coletivo. Contudo, para Freire, não existe diálogo se não houver um profundo amor ao mundo e aos homens (2003, p. 80). E para que haja um clima dialógico é preciso, também, que haja ainda, além da ação e da reflexão, a fé, o amor, a humildade e a esperança intensa nos homens.
       Observando a postura de alguns cursistas, foi possível reconhecer a fé, quando rompem o silêncio e passam a dialogar sobre sua visão de mundo; o amor é percebido quando pretendem conhecer, aprender mais para melhor ensinar seus alunos, para doar-se mais; a humildade está presente em suas angústias, em seus anseios e também nas suas conquistas, sobretudo quando se reconhecem ignorantes, frente a alguns fatos e quando também reconhecem o outro como portador de conhecimento; a esperança, não aquela que te faz cruzar os braços e esperar, mas que busca, move, que vai a luta, vence.
        De um modo mais geral, o professor preocupado em transmitir ensinamentos os alunos/as, ele procura despertar a consciência destes, levando-os a buscar a liberdade e a pensar criticamente. Esse pensar crítico os leva à realidade palpável, verdadeira e a sair da opressão pela ignorância, a buscar mais conhecimento e saber. Portanto, para haver a comunicação entre as pessoas é preciso que haja a fé, o amor, a humildade e a esperança, a fim de estabelecer o diálogo por meio de um pensar verdadeiro e crítico.
     Na EaD esses pressupostos são de fundamental importância, pois o verdadeiro tutor também é movido por esses sentimentos e condições, permitindo que se doe mais pela paciência, cooperação, compreensão, responsabilidade, compromisso, ética e respeito pelo outro. Essa deve ser a tônica dos que querem fazer Educação à Distância.
      Essa é a minha compreensão e esse tem sido o meu compromisso, pois independente da presença física, o aluno é o alvo principal dessa modalidade de ensino e somente por meio do diálogo (no caso virtual) poderemos continuar questionando, transmitindo conhecimento, aprendendo, elaborando e contribuindo para o crescimento da sociedade que queremos: justa, sustentável e igual. No meu exercício de tutoria, venho tentando exercitar a humildade todas as vezes que argumentei sobre as próprias idéias dos cursistas, ouvindo-os um, outro e outro com paciência; e a esperança, porque continuo apostando na capacidade do ser humano de se transformar e transformar o seu mundo.



REFERÊNCIAS:


FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 35ª edição, 2003.
____________. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido: Paz e Terra. 11ª edição, 2003.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Por que fazer EaD ?



O vídeo mostra as razões pelas quais devemos continuar apostando e acreditando na EaD.
Veja-o e faça seus comentários.

domingo, 7 de outubro de 2012

Veja nossas notícias

Nos dias 19 e 20 do mês em curso, estarei no Polo Ubajara, para o 2º e último encontro presencial com os cursistas do Curso Educação em Direitos Humanos. Um abraço a todos.

Sobre a Educação à distância...

A ninguém deve ser negada a oportunidade de aprender, por ser pobre, geograficamente isolado, socialmente marginalizado, doente, institucionalizado ou qualquer outra forma que impeça o seu acesso a uma instituição. Estes são os elementos que supõem o reconhecimento de uma liberdade para decidir se se quer ou não estudar

(Charles Wedemeyer, apud Keegan, 1986)

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Respondendo ao questionário


Professor Fernando e colegas,
Tentando responder ao questionário:

a) "Você já parou para pensar e refletir sobre suas ações docentes?
Claro que sim. Sempre tive a docência como algo de extrema responsabilidade. Não é possível “fazer de conta”, “achar que”. Pensando assim, procuro fazer o melhor, dar o melhor, embora consciente de que, sou pequena diante a grandiosidade que é o ensino e sua prática.

b) "Já fez registros de experiências como professor?"

Já fiz algumas, aqueles que, sobretudo me tocam como ser humano. Acredito que o professor, em muitas ocasiões, passa a ser uma referência para os alunos. Pensando assim, procura ser ética, responsável e humilde, acima de tudo, com o intuito de oferecer o melhor.

c) "Quantos pensamentos interessantes temos ao longo do dia, mas esquecemos de registrar?

Realmente são muitos. Mas nem todos são perdidos, pois alguns são anotados.

d) "Que tal começar relatando sua primeira experiência como tutor? [Relate sensações, experiências, e acontecimentos. Tente utilizar os recursos do blog (imagens, vídeos, links)]"
Sou Tutora, pela primeira vez, do Curso Educação em Direitos Humanos à distância. Sou responsável pelo Polo Ubajara. Inicialmente eu achei que fosse algo mais leve. No decorrer dos dias passei a perceber que precisamos batalhar muito para fazer do aluno um verdadeiro cursista. Gostei da turma, seu ecletismo me fascinou, mas a evasão é um problema ainda a ser superado. Algumas atividades relatadas por alguns alunos têm me mostrado o quanto a educação avançou nestas últimas décadas. Isso é formidável.

Quanto ao vídeo do carpinteiro;

É uma lição para ser vivenciada no nosso cotidiano. Ter em mente, sempre, que precisamos fazer o melhor sempre pelos outros e por nós mesmos, como diz a canção “é impossível ser feliz sozinho’. Essa é a nossa grande missão “ser feliz”.
e) "Como você agiria em situação parecida com a do carpinteiro?
Somos humanos e, portanto somos imprevisíveis. Em algumas ocasiões agiria sim como o carpinteiro, eu outras ocasiões, como o seu benfeitor. Cansar, desistir, sentir falta de estímulo fazem parte da condição humana. Jamais diria que seria diferente, pois me acho tão igual aos demais que penso que faria semelhante. Tudo depende do momento e contexto em que vivemos. Dias ótimos, bons, mais ou menos e ruins. Assim é a vida da gente.
f) "Como o vídeo se relaciona com o trabalho do tutor?"
O tutor é também como uma pedra bruta que a vida lapida. Ele procura dar o melhor, mas ele também recebe e recebe muito e é esse permuta de conhecimentos, aprendizagem que o faz um brilhante. Todos os dias ele precisa se renovar, se reciclar para continuar contribuindo. A coerência e o bom senso devem prevalecer.

g) "Que atividades são relevantes no trabalho do tutor?

Todas as atividades, desde que devidamente, planejadas são interessantes. Mas, o cuidado em ouvir, esclarecer, não deixar o cursista com dúvidas são interessantes, A paciência e boa vontade, o zelo devem ser uma constante. O tutor deve ser verdadeiro, conciso, posicionar-se em relação a determinadas temáticas. Mas, embora, seja no meu ponto de vista, algo difícil, o tutor deve procurar manter a sua equipe sempre ativa, sempre participante.
h) "O que é preciso o tutor fazer em cada momento?
Observar, buscar compreender, exercitar a paciência.

i) - O que fazer antes de começar a disciplina?

Um planejamento, a partir da realidade da turma.
 - Durante a disciplina em situações de fórum?
Incentivar a participação, promover o diálogo, provocar a discussão e não deixar o cursista se levar pelos “achismos”.
- Durante a disciplina em situações de mensagem?
Ser claro, objetivo. Não deixar para depois, está sempre disponível para melhor atender as demandas postas pela turma, ou pelo cursista.
- Durante a disciplina em situações de chat?
Procurar ser claro, apresentar uma linguagem condizente com a realidade da turma, centralizar as idéias principais das temáticas, buscar explicar os conceitos de forma compreensiva e deixar o cursista à vontade para que possa expor suas idéias com espontaneidade.
- Ao final da disciplina?
Avaliar e permitir ser avaliado. Levantar os pontos positivos para serem melhor trabalhados, levantar os pontos negativos para serem eliminados ou  trabalhados de modo que não se repita de igual forma. Agradecer sempre, aos colegas, aos cursistas, a equipe de colaboradores, pois não se faz educação sozinhos.

Espero ter respondido a todas as perguntas.

Um abraço,
Maria Lourdes